viagem encantada

Lado a lado
Destino talvez,
Caminhos, mais uma vez
Piadas, rugas, olhares
Palavras, toque, destino
Escadas
Janelas
Portas
Dizeres
Quem diria
Lado a lado
Sentimos,
Corremos
Dilacerantes olhares
Lado a lado
E nada mais
Destino e ponto final.

Anúncios

foi assim………

Nosso primeiro fruto não foi a loucura. Nem o amor.
Primeiro eu lembro bem, foi a impossibilidade das palavras, foi quando elas perderam o sentido e só esperavam o olhar. Isso, olhar. Aquilo que fala mais que uma página de poemas em letras rabiscadas, aquilo que faz o coração bater mais rápido enquanto busca uma razão ou coisa qualquer que explicasse .

Eles se encontraram em uma tarde, sem estação do ano definida, com um pouco de sol e música, cada um com sua música. Ela estava parada em pé. Decidida como sempre seria. Ele olhou primeiro . Aí viu as mãos balançando: as unhas pintadas com o vermelho igual do vestido e do sangue que corria cada vez mais rápido.
Enfim, viu tambem aquele momento e, de repente, os olhos.

Ah, os olhos. Isso ia ficar pra sempre: Olhavam para ele.

Loucura.
Nem sempre é em vão.

nas manhas

E é assim que as coisas vêm tomando um caminho único. E levantamos com a cara amassada de manhã, percebendo que estamos vivos e que só estávamos desligados. È então neste segundo que o cérebro carrega as informações adormecidas – despertando-as do sono profundo. É então que lembramos: lembramos de todas as coisas que nos deixam felizes e tristes. Todas as preocupações, todos os fardos, todos os momentos belos, agradáveis. O dia anterior, o dia antes do anterior…
Queria que nesse momento tocasse automaticamente uma música. Justamente naquele momento em que se levanta e se senta na cama, ainda sonolento. Queria que fosse uma daquelas músicas belas de filme antigo. Então eu iria à janela, veria que a chuva estava caindo forte lá fora há algum tempo, encharcando a árvore frondosa que fica do outro lado da calçada. E então, respiraria fundo e sentiria os pulmões enchendo-se do ilusório cheiro de terra molhada que vem do asfalto.
Seria então que meus olhos se levariam para a cama, eu veria o corpo adormecido, sereno. Minhas expressões enfim des-enrijeciceriam e me deitaria novamente para voltar a dormir.

cafe da manha

Amo café da manhã! Aliás, acho que durmo já pensando em acordar, só pra tomar um bom café.  
Apesar de ser uma “garotinha” preguiçosa , quando acordo cedo adoro sentir aquele cheirinho de ar fresco da manhã e, é engraçado como me sinto diferente ao acordar.
Geralmente tenho sempre uma sensação de felicidade…..sou louca eu sei …rss… . Adoro ver o amanhecer, o sol nascendo…
Tem coisa mais gostosa que cama e café? Aquele cheirinho de pão quente é irresistível,queijo, manteiga e o cafezinho (principalmente se tiver aquelas canecas grandes e coloridas que eu adoro)…..hummmmmm
Também amo Cereal (nessa parte sou um pouco americanizada tipo em filme/série…rs, porque será que poucas pessoas gostam?!).
Outra coisa que eu adoro são canecas, de todos os tipos e, gosto tanto que ate encontrei sites de outros malucos que também adoram beber seu café, Chá entre outros de uma forma deliciosa (pensamento psicológicamente alterado…rs) porque o sabor fica diferente do que por exemplo se tomar em um copo…e o mais engraçado é que estou me sentindo altamente “masculina” porque só encontrei blogs “masculinos” falando sobre minhas queridas canecas….rss 

o amor



Sempre fui romântica, lá no fundo,
sem querer admitir. Dizia que não gostava de frescuras como flores e
poemas, porque tinha medo de não receber jamais.
Acreditei sempre no
amor como um sentimento único, que não acaba, que é solidário, que está
associado ao carinho a amizade, ao bem do ser amado.
Acreditei em um
amor pelo outro do jeito que ele é. Não naquele amor que pretende
modificar, modelar para seu próprio prazer. Um amor sincero e
tranqüilo, conversado e partilhado. Refúgio de todos os problemas,
paraíso de todas as conquistas.
Imaginei que para esse amor nenhuma rotina seria veneno, nenhuma briga seria ferida.

Presumi que o tempo seria aliado na maturação dos pensamentos e atitudes, assim como no vinho.
Amor
que faz poesia, beija a qualquer hora, faz declarações absurdas e
tolas. Tem música, perfume, lugar favorito. Tem paixão, e ela aparece
sempre para quebrar o ritmo tranqüilo de uma segunda-feira. E se faz
namorado mesmo depois de anos e anos de casamento.
Acreditar no amor é o primeiro passo para amar e amar muito e sempre.
"… Por tudo que se tenha dito. Por mais que se tenha amado. Sempre haverá um ser aflito. Querendo ficar apaixonado.”

o melhr no final……



Tem muita gente que prefere
deixar o melhor para o final. Primeiro as notícias ruins, depois as
boas. Primeiro as tarefas complicadas, depois as fáceis. Assuntos
chatos primeiro, depois os mais leves. Para ficar livre logo do que
parece mais difícil.
O Tião e o Paulo, meus primos, eram assim
quando pequenos. Na hora do almoço deixavam por último a carne, que
consideravam o melhor. Época de pouca carne aquela, bife era luxo.
Carne de primeira então, nem se fala. Achava maravilhoso o ritual que
os dois faziam, contornando a carne, comendo o arroz com feijão, a
salada e a guarnição. Sobrava no prato limpo, soberano, o bife.
Segurando com o garfo e protegendo com a faca eles encontravam a melhor
posição e finalmente, com cortes precisos, faziam filetes que eram
levados lentamente à boca. Enquanto mastigavam, os talheres permaneciam
protegendo o restante da carne.
Como boa aprendiza, copiei a tática.
Quando ganhei uma caixa com seis doces, só para mim, apliquei o que foi
observado. Comi primeiro os quindins, depois os branquinhos e deixei os
dois brigadeiros, maravilhosos, para o final. No meu exército de doces
preferidos, eles, os brigadeiros, desrespeitam qualquer hierarquia
militar e são superiores a qualquer general olho-de-sogra e marechal
papo-de-anjo. Na hora do bem merecido ataque, minha mãe recebeu uma
visita, uma amiga que trouxe junto uma filha. A danada já entrou de
olho na minha caixa. E o general mãe decretou que os últimos dois
seriam destinados a ela. De boca lambuzada e cheia de raiva,
entreguei-os para a morte naquela boquinha desdentada.
Teorias
reprovadas desde muito cedo, impedem-me de deixar sempre o melhor para
o final. Se tiver coisa boa que venha agora, pois coisas melhores serão
desejadas e conquistadas, se deixar para o final, alguém pode levar a
melhor. Acreditem!

alguem la em cima…..



Quando as
pessoas passam por uma crise muito forte, como escapar de um acidente
com vida, a maioria decide viver de maneira diferente. Reconhecem que a
vida é maravilhosa e que não devem perder tempo com besteiras, com
brigas inúteis, mau humor. Que estão aqui para buscar a felicidade.
Felizmente nunca passei por um momento destes, mas sei que não preciso
viver todas as experiências para aprender o que é melhor. Uma boa
observação na vida dos outros pode tornar a nossa mais feliz e
tranqüila. E repetir erros é tolice.
Isso significa que não posso
reclamar de nada, minha vida é equilibrada e só tenho pessoas
maravilhosas perto de mim. Quando acontece alguma dificuldade, o apoio
também aparece. Pela minha lógica isso não é nenhum privilégio divino,
ou talvez até seja, mas acredito que é o modo como encaro os problemas.
Pode ser a famosa lei da atração. Pensar de maneira positiva e em
soluções em vez de desculpas facilita muito.
Visitando a loja de uma
amiga na semana passada, elogiei tudo, porque acho tudo realmente de
bom gosto. Nem tudo serve para mim e nem por isso deixa de ser bem
feito e bonito. Experimentando as roupas costumo dizer que quando a
pessoa é simpática tudo fica bem. Ela dá gargalhada e diz que sou o
oposto de outras pessoas, que entram na loja e só dizem que nada lhes
agrada, mas acabam elogiando as mesmas peças em outras clientes.
Ainda
pensando nisso, troquei de canal na televisão e o filme era “Todo
Poderoso”, com Jim Carrey (Bruce) como um jornalista que assume o lugar
de Deus (Morgan Freeman) por um tempo. Em uma cena do filme, Bruce
sofre um acidente e o enfermeiro diz na hora em que ele acorda:
– Alguém lá em cima gosta de você.
Acredite nisso, de verdade…..